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Segundo pesquisa, leitores são pessoas bem mais ativas do que não leitores

 

Dentre a imensidão de dados apresentados pela 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope e divulgada ontem, alguns chamam bastante atenção – já havia apresentado parte deles aqui. Os índices mostram, por exemplo, que quem lê é muito mais ativo do que quem não lê. Leitores escutam mais músicas, navegam mais pela internet, estão mais juntos da família e dos amigos, praticam mais esportes, vão mais a bares e até jogam mais videogame do que aqueles que não são afeitos aos livros. Estes, por sua vez, apenas “não fazem nada, descansam ou dormem” mais do que os leitores. Veja a tabela comparativa:

 

 

 

Entraves

A pesquisa também aponta que não leitores não leem principalmente por alegar falta de tempo (32%). Se tal razão até soa como desculpa esfarrapada – já falei sobre isso aqui -, essas pessoas ao menos são bastante sinceras na segunda justificativa mais mencionada: 28% deles não leem porque não gostam.

Sobre os entraves com relação à leitura, 24% das pessoas ouvidas assumem que não tem paciência para ler (um número preocupantemente crescente, já que em 2011 ele era de 20% e em 2007, 11%, quando outras edições da pesquisa foram realizadas). Ao falar das dificuldades para a atividades, também dizem que leem muito devagar (20%) e, dentre outras coisas, não compreendem a maior parte do que leem (8%). Somente um terço garante não ter dificuldade nenhuma para ler (33%, número que vem caindo com o passar dos anos: em 2011 era 43% e em 2007, 48%).

 

 

 

                                                                                                                                                fonte: http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/05/19/segundo-pesquisa-leitores-sao-pessoas-bem-mais-ativas-do-que-nao-leitores/

 

 

 

 

 

Romance Vietnamita Leva o Prêmio Pulitzer de Ficção

O livro The Sympathizer, escrito pelo vietnamita Viet Thanh Nguyen, foi um dos ganhadores do Pulitzer, uma das premiações de artes e jornalismo mais importantes do mundo. O anúncio foi feito nesta segunda-feira em uma cerimônia na Universidade de Columbia, em Nova York.

Primeiro romance de Nguyen, professor associado da University of Southern California que escreveu outros dois livros sobre história e literatura, The Sympathizer foi contemplado na categoria ficção. O livro, publicado em 2015 nos Estados Unidos, retrata os momentos finais da Guerra do Vietnã, em 1975, e seus desdobramentos pelos olhos de um espião comunista.

O Pulitzer premia desde 1917 livros e trabalhos jornalísticos. Confira todos vencedores das outras categorias artísticas do Pulitzer 2016:

 

A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich na Flip 

A jornalista bielorrussa Svetlana Aleksiévitch foi anunciada como a primeira atração da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre entre os dias 29 de junho e 3 de julho no litoral fluminense. A homenageada desta edição será a poeta Ana Cristina César, apenas a segunda mulher a receber o tributo da Flip (antes dela, Clarice Lispector, em 2005).

Svetlana também foi a primeira mulher russa a levar o Prêmio Nobel de Literatura, o ano passado. Jornalista e escritora engajada, deu voz às vítimas diretas e colaterais das guerras e das perseguições das eras soviética e pós-soviética, abrindo espaço ao testemunho dos anônimos.

 

O Triste Fim da editora Cosac Naify

Foi com surpresa e tristeza que os apaixonados por livros receberam a notícia de que a editora Cosac Naify, referência no mercado de arte e luxo, encerrará suas atividades. O editor Charles Cosac, que mantém a empresa ao lado do americano Michael Naify, afirmou que a decisão foi tomada pela dificuldade de manutenção dos projetos editoriais, que demandam um alto investimento sem garantia de retorno financeiro.

Cosac conta que investiu cerca de 70 milhões de reais na editora e não recebeu nenhum retorno. “Somos uma editora cult, cujos livros são destinados a professores acadêmicos e estudantes de arte, e não gostaria de ver nossa linha editorial desvirtuada”, diz sobre possíveis caminhos para “salvar” a empresa, como diminuir a qualidade gráfica, publicar de forma desenfreada títulos em domínio publico, ou se associar a um conglomerado editorial. “Queria que ela acabasse como começou, não como uma editora decadente.”

A editora planeja negociar seu catálogo, que possui cerca de 1.600 títulos, com autores como Pier Paolo Pasolini, Liev Tolstói, Claude Lévi-Strauss, Valter Hugo Mãe, Tunga, entre outros. O escritor pernambucano, aliás, deu início às atividades da editora, com o livro Barroco de Lírios, publicado pela Cosac Naify há 19 anos. E será uma obra assinada por ele, ainda em preparo, que fechará as portas do grupo.

Na internet, os fãs da editora manifestaram sua tristeza. “Sinto que ficamos mais ignorantes com essa perda”, diz um usuário do Twitter. “Só este ano, 80% das minhas compras de livros foram do maravilhoso catálogo da Cosac Naify. Portanto, eu vou chorar essa perda”, diz outro.

 

Editoras Sesi- Sp e Senai SP vão assumir parte do catálogo da extinta Cosac Naify

Parte da catálogo da editora Cosac Naify, que fechou em dezembro de 2015, foi transferido para as Editoras Sesi-SP e Senai-SP. As instituições vão assumir cerca de 300 títulos, como as coleções CinemaPortátilTeatro e Modernidade,Mulheres Modernistas Movimentos da Arte Moderna.

O acordo teria sido fechado semana passada entre as empresas. Em nota, o editor Charles Cosac disse que pesou na decisão o fato das duas casas trabalharem sem fins lucrativos. Presidente do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf destacou a necessidade de manter vivo o acervo da Cosac Naify. 

Além de Sesi-SP e Senai-SP, outras editoras já tinham ficado com outras partes do catálogo.